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Estou vivo, camarada

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Sou apenas um comum humano Sozinho? Sem força para nada. Minha realidade amada: Um mundo que não seja insano. Mas minhas vestes estão queimadas Pois só, deixaram-me os decanos. Elas, queimadas pelo engano Mostram-me, pois, a vida nublada.  Mantenho-me neste oceano Estou vivo: é dura jornada Estou certo - eu não me engano: Vivo estou, pela derrocada Desse sistema mais desumano Vivo ficarei, oh, camarada. 

O Mal do Capital

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Sonhos que me prometeram antes Mas sem falar-me do vil capital Sonhos difíceis, devido ao mal Sonhos que não seriam faltantes. Trabalho e moradia legal Básico, para seres pensantes No capital, não são, pois, constantes Mas nós queremos que seja; tal qual. Precisamos perceber farsantes, Dizem-se donos da boa moral Mas escravizam-nos, divagantes. É preciso ruir o capital! Pois que façamos nossos levantes E que sejamos livres no real.

O Sol Frio

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O Sol Frio nasce deslumbrante Com sua escuridão a raiar Não sabe-se quando vai, pois, chegar O dia que vocês se encantem. Eu entendo, e passo a pensar E compreendo sim, não obstante, Que se estamos, nós, rastejantes, É pelo sistema nos algemar. Mas chegará o dia brilhante Que nossas algemas vamos quebrar E tomaremos nosso montante. Um novo país iremos fundar Com sistema muito cativante E poderemos voltar a andar.

Objeto Inanimado

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Luto aparece de repente Nos momentos menos esperados Um computador ultrapassado Ou uma data, meio frequente. Do luto estou incomodado Mas ele passa, modo crescente E sinto isso porque sou gente Adeus, computador tão amado. Vistes em trevas e reluzente Teu usuário tão centrado Escrevo isto, sem estar crente. Mas é verdade o expressado E agora é seguir em frente, Pois és objeto inanimado.