quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Pobre pessoa vazia




Pobre pessoa vazia
Que vive na Internet a se expor
Se alegra quando sua beleza é exaltada
Mas dentro de si é só o horror

Pobre pessoa vazia
Que quer mostrar a todos sua conquista
Porque tem tanto medo de não ter 
Aquela pessoa benquista 

Pobre pessoa vazia
Que de virtudes passageiras se enche
Age como se fosse uma grande mente
E mente como se fosse grande gente

Pobre pessoa vazia
Que seu egoísmo não admite
Mas o egoísmo dos outros, acusar se permite
Fá-los sentirem-se mal, mas não reflete quando fazem tal

Pobre pessoa vazia 
Que não merece nossa raiva nem pena
Que merece apenas o nosso silêncio
Já que a voz dos outros só finge ouvir

Pobre pessoa vazia
Que tem certeza demais de suas verdades
Que finge inteligência só por vaidade
Que odeia a quem não serve seus interesses

Pobre pessoa vazia
Que vai continuar um filhote eterno
Torna a vida dos outros um inferno
E dissimula, para que pareça belo

Pobre pessoa vazia
Não mereceria nem essa poesia
Só mereceria apenas o meu silêncio
Para não inflar sua megalomania