segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sebastião


Vim a este mundo 
Com um anseio profundo
Um anseio de tornar-me um anjo
Almejando quebrar barreiras

Por vezes tornei-me confuso
Devido a um pensamento difuso
De que anjo não seria humano
Mas ora, vejam que ledo engano

Não se pode aprender a ser anjo
Sem antes aprender a ser humano
Se Deus fizesse isso, seria um insano
Mas um anjo é um humano decano

Sem um corpo físico é muito fácil
A percepção da realidade torna-se ágil
Mas sob limitações, precisamos de precauções
 E não olhar para os outros como abominações

Porque agindo como abominações podemos estar nós
Precisamos ouvir e cada um tem sua voz
Compreensão é a chave da união
Compreendes-me, Sebastião?

 Este é o sentimento onírico
Presente em boa parte dos meus devaneios
Tornar-me um anjo é o maior dos meus anseios
Falo do fundo do meu eu lírico

Não sei se está longe ou se está perto
Mas devo aprender a ser humano, decerto
E a vida é sempre de destino incerto
Que de aprendizados está repleto

Quem és tu que fala comigo?
Sentir apenas teu sopro consigo
Tua fala e tua forma não tens,
Mas tua inspiração é certa que vem.


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