quinta-feira, 25 de junho de 2015

Não é nada pessoal


 Não me leve a mal
Pode haver contradição
Talvez até perturbação
Mas não é nada pessoal

Mesmo que eu seja tua antítese
Pode haver entre nós harmonia
Sem contradições seria vazia
Essa vida que do passado é síntese

Do atrito vem o calor 
E é disso que precisam os humanos
A frieza é um horror!

Tenho consciência que somos "hermanos"
E que a nossa essência é o amor
E que se estamos aqui, não somos decanos!




quarta-feira, 17 de junho de 2015

Céu estrelado

 
 
Olhe para o céu de noite
Sem essas luzes urbanas

Simplicidade
Humildade
Fraternidade

Calor
Amor
Ardor

E vem o sono
O vento
O conforto
O sonho 

E eu voo 
Vou até Andrômeda
Vou até os quasares, nos confins do universo

E de lá eu observo
E sinto que lá é meu lugar
Mas preciso voltar.

Viajar
Teletransportar.

O corpo físico é pesado
Mas preciso dele por hora. 

Preciso fazer alguma coisa aqui, 
Sei que preciso: o dever me chama. 

Acordo, 
Ainda a noite tão bela, 
Sem essas luzes urbanas, lá estão as estrelas

Brilhante
Cintilante
Abismante

Queria ficar te observando, estrela
Mas preciso voltar a dormir: o dever me chama.

Venha o sono, 
O conforto.

Acordo,
O dever me chama.

Amo meus amigos
Amo meus conhecidos
Amo a tudo e a todos

Mas meu corpo físico
(E talvez a sociedade)
Não deixam eu expressar esse tão grande amor

Calor
Ardor
Expande

E preciso estudar Lagrange
Até mais, boa noite.
 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sebastião


Vim a este mundo 
Com um anseio profundo
Um anseio de tornar-me um anjo
Almejando quebrar barreiras

Por vezes tornei-me confuso
Devido a um pensamento difuso
De que anjo não seria humano
Mas ora, vejam que ledo engano

Não se pode aprender a ser anjo
Sem antes aprender a ser humano
Se Deus fizesse isso, seria um insano
Mas um anjo é um humano decano

Sem um corpo físico é muito fácil
A percepção da realidade torna-se ágil
Mas sob limitações, precisamos de precauções
 E não olhar para os outros como abominações

Porque agindo como abominações podemos estar nós
Precisamos ouvir e cada um tem sua voz
Compreensão é a chave da união
Compreendes-me, Sebastião?

 Este é o sentimento onírico
Presente em boa parte dos meus devaneios
Tornar-me um anjo é o maior dos meus anseios
Falo do fundo do meu eu lírico

Não sei se está longe ou se está perto
Mas devo aprender a ser humano, decerto
E a vida é sempre de destino incerto
Que de aprendizados está repleto

Quem és tu que fala comigo?
Sentir apenas teu sopro consigo
Tua fala e tua forma não tens,
Mas tua inspiração é certa que vem.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Relações verticais



Existem relações verticais
Que se mantém verticais
Por serem como são
Pelo caráter de como são

Quem ensina mostra sua seriedade,
Quem só brinca, não ensina,
Não é levado a sério,
Não é autoridade.

O autoritário perde sua seriedade,
Não é levado a sério,
Não é autoridade,
Parece que está de brincadeira.

Existem relações verticais
Que deveriam se manter verticais
Porque quem ensina é como uma mãe ou pai
E não como uma amiga(o), irmã(o) ou namorada(o)...

Ensinar é ter responsabilidade sobre alguém. Ultrapassar o limite da relação é deixar a responsabilidade de lado.