domingo, 22 de fevereiro de 2015

Como ir da Física para a Metafísica

Dragão: Tô com fome. 
Texugo: Tem comida na geladeira.
D.: Ok

Dragão vai até a geladeira e percebe que tem uma batata doce inteira num prato de plástico. Como quer ficar monstrão, marombadão, pega o prato com a batata doce de primeira. 

Só que a batata doce não está centralizada no prato. Ela está em um dos lados dele, e Dragão pega ela de uma forma que faz com que a batata role no prato, causando a sensação de que ela iria cair. Mas ela não cai, simplesmente para no meio do prato.

Dragão: Caramba. Quase caiu a batata doce. Mas ficou bem no meio do prato.
Texugo: Mano, como isso aconteceu?
D.: Ora, porque a massa da batata doce simplesmente procurou distribuir o peso dela sobre o centro de gravidade do prato. 
T.: Pois é. Mas por que será que aconteceu isso, né?
D.: Ué, porque os corpos sempre procuram o equilíbrio. Se a batata doce ficasse daquele lado, o peso total no prato não estaria unifome.
T.: Mas por que será que a batata doce age assim, né? 
D.: Como assim?
T.: Assim como a batata doce no prato, uma corrente elétrica em duas linhas de transmissão "se divide" proporcionalmente à resistência presente nas duas, criando o equilíbrio. Isso acontece em tudo o que se conhece na física, até agora. Então todas as coisas do Universo buscam equilíbrio, e como o Universo é constituído de todas as coisas, então, na verdade, o próprio Universo busca o equilíbrio?
D.: Caraca! Verdade!
T.: Já tinha parado pra pensar nisso?
D.: Não. E será que existe algo por trás de tudo isso que motiva esse bailar harmonioso do Universo? Ou será que, como podem existir infinitas possibilidades, a física de um universo paralelo ao nosso funciona diferente e a batata doce fica de um dos lados do prato? 

O diálogo se extendeu por horas.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Dragão de Fogo

O Dragão começara a amansar, mas de fato, era um ser feito de fúria. Vinha do pó, esquentado pelo calor da fúria e no fogo da fúria queimava-se novamente e voltava ao pó. Como uma Fênix, o Dragão conseguiria ressurgir das próprias cinzas e recomeçaria um ciclo vicioso de tensão e conturbação.

Entretanto, o Dragão decidiu voltar ao pó de uma forma diferente, abdicando da própria essência, a fúria. Decidiu alterar seus critérios de análise da realidade: o certo e o errado já não existia mais. Outrora, o Dragão, com seu senso de justiça, buscava disseminar o certo absoluto sob qualquer custo, para que o errado fosse extinto e no mundo reinasse em suprema paz, mas percebeu que tal sentimento apenas continuaria o ciclo que faria apenas ele mesmo queimar. 

Não existe mais certo e errado absolutos. Certo e errado agora eram meras percepções subjetivas e conceitos intrínsecos à individualidade de cada ser vivente. Portanto, deveria apenas guardar suas noções de realidade para si, em vez de tentar disseminá-las, pois essas noções deveriam agora servir para que vivesse bem em sua individualidade, não para enxergar um objetivo para o mundo todo.

Já não poderia mais dizer que um assassino estaria errado, embora não compactuasse com tal prática. Também não poderia dizer que uma alma caridosa que ajuda necessitados estaria certo, embora agora compactuasse com tais práticas. O que nos faz bem, compactuamos; o que não faz bem, discordamos. Mas esse compactuar ou discordar deve agora, para o Dragão, ser apenas interno, porque também percebera que por mais baseados que fossem seus argumentos, se os demais seres vivos preferissem não compreender tal lógica, ou mesmo que tivessem uma lógica diferente, jamais aceitariam. 

Então o Dragão decidiu apagar sua chama aos poucos, compreendendo que os atos e atitudes que outrora julgava errôneos, na verdade são uma percepção diferente da sua, que entretanto poderia ser a sua. O Dragão via em sua frente o universo e as estrelas, e percebera quão pequenas eram suas tentativas. Percebeu-se como parte do universo e sentiu o universo dentro de si. 

O Dragão do Fogo era apenas um dragão de fogo.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O Retorno

Universo paralelo
Voltamos com a nossa programação normal. 

Apaguei todas as postagens antigas porque não quero nem saber das minhas poesias e textos antigos, nem dos momentos antigos. Prefiro guardar as coisas boas na cachola. 

Nesse blog aqui eu vou postar qualquer coisa que me dê vontade. Quando eu fizer algum vídeo vou postar aqui também e quando me der vontade de escrever alguma poesia, eu posto aqui. 

Este blog já teve mais de 21 mil visualizações, desde que se chamava Somalifortress. Acho que tinha alguns leitores assíduos pelo jeito. O número de visualizações caiu para 0 depois que eu bloqueei o blog (óbvio, hehuahuehae). Bloqueei porque eu não queria mais que ninguém lesse o que eu tinha escrito e também estava meio apegado e não queria apagar. Agora apaguei absolutamente todas as postagens antigas e este é um novo início.

Se você não lembra do antigo, mudei um pouco o template. A largura está maior e a imagem de fundo é uma só, não se repete. Eu fiz este para a resolução do meu monitor, não sei como fica nos maiores ou nos menores. O banner... bem, os banners... a ideia é que sejam "devaneios cabeludos" (oooohh!!). Eu gostei. Achei que ficou bonito. Gosto de mexer com design.

Sinta-se em casa.
Abração.

(Imagem não relatada...)